Secretário-geral da FIFA tentou
explicar os critérios da punição e confirmou que histórico foi levado em
consideração
Apesar de já estar em Montevidéu, Luis Suárez ainda não “deixou
a Copa do Mundo”. Isso porque a suspensão imposta pela FIFA, e nove jogos,
quatro meses banido do futebol, além de uma multa, ainda gera repercussão no
mundo da bola.
Nessa sexta-feira foi à vez do secretário geral da
entidade Jerôme Valcke responder a diversos questionamentos sobre o assunto.
Apesar da resistência inicial, Valcke concorda com a punição e até sugeriu um
treinamento ao atacante.
"É um pouco difícil (dar opinião sobre o assuntro)
porque seja lá o que disser vou ser criticado. Ele deveria encontrar uma
maneira de parar de fazer isso, algum tratamento. Foi errado o que ele fez. E
não é uma punição que vai interromper isso", disse Valcke.
Não satisfeitos com a primeira resposta, jornalistas
continuaram perguntando sobre o caso, citando até que o agredido Chiellini
considerou a punição exagerada.
"Celebro e parabenizo a Comissão pela sua decisão de
punir o jogador porque é inaceitável este tipo de comportamento. A mensagem que
deve ser transmitida para o mundo é que a decisão foi independente",
analisou o dirigente.
Entre uma questão e outra sobre um assunto à parte, o
caso Suárez voltava à tona com facilidade durante o briefing diário da
entidade. Um profissional inglês questionou o porquê de a pena ter afetado até
o Liverpool, clube que não teme envolvimento com a Copa do Mundo. Ao comentar
este tópico, Valcke admitiu que o histórico de Suárez no próprio clube inglês,
onde já fora punido por uma mordida, acabou levado em consideração pelo Comitê
Disciplinar da entidade.
"Não
é o Liverpool que está sendo punido. É o jogador. O que ele fez não se aplica
só a jogos internacionais. Certamente a Comissão levou em consideração todo o
histórico. Não vou comentar a decisão. Eles a tomaram com base em evidências e
todo histórico", finalizou Jerôme Valcke.
Além
do próprio Chiellini, outros jogadores criticaram a decisão da Fifa por
considerar a punição imposta ao jogador excessiva. Mas, sem possibilidade de
recurso, Suárez ficou mesmo fora da Copa do Mundo do Brasil.

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