A expectativa da prefeitura é de que
70 mil argentinos estejam na capital paulista nessa terça-feira para acompanhar
Argentina x Suíça
A cidade de São Paulo está abrindo as portas de seu
sambódromo para abrigar uma enxurrada de torcedores argentinos, estimada em
mais de 70 mil pessoas, neste fim de semana para acompanhar a partida de
terça-feira.
Ao revelar, nesta sexta-feira, o planejamento para a
invasão argentina, as autoridades de São Paulo pediram aos visitantes que
acampem nas áreas designadas e fiquem longe do estádio caso não tenham
ingressos.
Caravanas
de carros, caminhões e trailers argentinos percorreram milhares de quilômetros
até a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, há duas semanas, e a multidão só
faz crescer com o avanço do torneio que dura um mês.
Dezenas
de milhares de argentinos também atravessaram a fronteira brasileira em direção
a Porto Alegre esta semana. Algumas dezenas deles foram presos roubando
ingressos antes da partida de quarta-feira e um torcedor argentino foi baleado
em uma briga de bar, levantando preocupações sobre possíveis confrontos se a
Argentina jogar contra o Brasil no torneio.
O
Brasil já impediu mais de 30 argentinos de entrarem no país por envolvimento em
violência no campeonato argentino.
Para
o jogo de terça-feira entre Argentina e Suíça, as autoridades paulistas
minimizaram as preocupações de segurança, tendo como base o histórico de quatro
partidas do Mundial já conduzidas sem maiores problemas.
"A
principal dúvida no caso da Argentina é a quantidade de torcedores, muitos dos
quais não tem ingressos para o jogo", disse o porta-voz da prefeitura
Leonardo Barchini. Ele sugeriu que os visitantes assistam ao jogo em bares. Uma
festa oficial montada pela Fifa com telões no centro da cidade tem sofrido com
a superlotação durante alguns jogos.
O
autódromo Interlagos, na região sul de São Paulo, também vai servir como área
de acampamento para os argentinos durante o fim de semana.

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