Os panamenhos fizeram apenas 11 faltas
e o Brasil fez 21. Antes do primeiro gol, o Brasil chegou a ser vaiado em Serra
Dourada
O Panamá está fora da Copa do Mundo e ocupa apenas a 35ª
posição no ranking da Fifa. Mas, mesmo diante de um rival assim, a seleção
brasileira voltou a abusar das faltas na vitória por 4 a 0 nesta terça-feira,
em Goiânia
Segundo os números da Footstats, o Brasil cometeu 21
infrações, ou praticamente o dobro das feitas pelos panamenhos, que cometeram
11. E as faltas foram distribuídas por todas as posições. David Luiz foi
responsável por três, inclusive uma muito dura, ainda no primeiro tempo, a
ponto de lhe valer um cartão amarelo. Em apenas 45 minutos, Daniel Alves cometeu
duas, assim como o atacante Neymar.
Questionado
sobre o risco de perder um jogador por contusão ou cartão pelo excesso de
força, Felipão disse que não há problema nisso.
"Futebol
não existe isso de jogar 'molezinho'. As faltas foram normais dos dois lados.
Falta normal do David [a do cartão], assim como a que o Neymar sofreu [no lance
que resultou no primeiro gol brasileiro]. Não dá para segurar o pé de vez
em quando", analisou.
"Nos primeiros 15, 20 minutos, nossa saída de bola,
a conexão entre defesa e meio não estava correta. Depois nos encontramos. O que
temos que saber é que esse grupo esteve junto pela última vez há três meses
[amistoso contra a África do Sul, no início de março]. E tem só 7 dias de
treino. Dá para dar um desconto", afirmou o treinador.
Se
não recorreu ao placar para esconder a atuação com problemas, Felipão não fugiu
de outro lugar comum de treinadores: colocar a culpa na retranca adversária
pela falta de criatividade de suas equipes.
“O
time do Panamá jogava do meio-campo para trás com dez jogadores. Eles não davam
espaço. E a gente não conseguiu fazer a jogada de um zagueiro chegar de
surpresa", lamentou Felipão, que espera ter força máxima no último
amistoso antes da Copa do Mundo, contra a Sérvia, na próxima sexta-feira no estádio
do Morumbi.
"Para
o jogo de sexta-feira ninguém deve ser poupado. Quem está na Granja [Paulinho,
Thiago Silva e Fernandinho] vai ter condições. Se nada der errado nos próximos
dias, terei todos à disposição. E a ideia é começar com 100% do time que vai
jogar contra Croácia [na abertura da Copa]", afirmou o treinador.
Felipão
ainda comentou a atuação de Willian, que entrou no lugar do apagado Oscar e
marcou um gol. "Willian foi bem, conduz muito bem a bola. Será muito
útil nesses sete jogos que teremos pela frente na Copa".
No
ano passado, na conquista da Copa das Confederações, o Brasil já teve as faltas
como uma de suas estratégias. A equipe foi a mais faltosa do torneio, cometendo
mais de 20 faltas por partida, média que foi praticamente o dobro da registrada
pela vice-campeã Espanha.
Nesta
quarta-feira, a seleção volta a treinar em Teresópolis, na serra fluminense.
Mas os jogadores não irão conceder entrevistas. Na quinta, o time viaja para
São Paulo, onde joga no dia seguinte contra a Sérvia, no Morumbi.
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