Na prática, São Paulo não tem culpa
nenhuma porque já efetuou o pagamento em juízo, mas acaba sendo envolvido em imbróglio
rubro verde
O São Paulo contratou o lateral-direito Luis Ricardo da
Portuguesa no fim do ano passado por R$ 1,550 milhão. Mesmo assim, um imbróglio
quanto ao pagamento do atleta continua rolando na Justiça. Não por culpa do
time tricolor, que já arcou com seus compromissos e pagou toda a quantia
referente, mas, sim, nos bastidores do time rubro-verde, e tudo por conta de
confusão envolvendo o ex-presidente Manuel da Lupa e a atual administração.
De acordo com disposição prevista no contrato de
transferência assinado à época, a Portuguesa poderia ceder os créditos da
transação envolvendo Luis Ricardo a terceiros. E o então presidente Da Lupa
enviou solicitação ao São Paulo para que os pagamentos (uma parcela de R$ 750
mil, duas de R$ 250 mil e uma última de R$ 300 mil) fossem feitas ao senhor
Hilário Ferreira. Contudo, após a mudança na presidência rubro-verde, a Lusa
quis cancelar a cessão, e uma briga começou para conseguir a verba.
"Antes, quando o Luis Ricardo veio, ainda era o Da
Lupa. E por cessão de créditos prevista em contrato eles pediram que fosse o
dinheiro ao tal do Sr. Hilário. Eram três parcelas, mas já tínhamos pago a
primeira e a segunda, e quando chegou a hora de pagar a terceira, do Hilário, o
Ilídio assumiu e mandou uma notificação cancelando o crédito ao Dr. Hilário. Só
que fomos notificados por ele (Hilário) que tínhamos de pagar para ele",
disse o diretor jurídico tricolor, Leonardo Serafim.
"Como tem duas pessoas querendo receber e não temos
nada a ver com isso, fizemos a ação de consignação em pagamento feito à
Justiça. Como está acontecendo essa briga interna entre eles, nós não pagamos
nem para um e nem para outro, mas para o São Paulo não ficar inadimplente
depositamos tudo em juízo. O São Paulo atua no processo, fomos notificados que
não era para pagar para ele (Hilário) e ele notificou dizendo para pagar. Aí a
Justiça em São Paulo decide para quem vai", continuou o advogado.
O São Paulo cumpriu a obrigação dele com os pagamentos
feitos em juízo e, portanto, está livre do entrevero. Mas para quem foram as
demais parcelas, de R$ 250 mil e R$ 300 mil, já que a briga ainda acontece no
sistema judiciário paulista? "Ele (Hilário) já apresentou a defesa dele,
apresentamos a nossa. Ele diz que o dinheiro é dele, nós dizemos que é nosso, e
agora vamos decidir. Está tudo depositado em juízo. Esperamos que venha para a
Portuguesa", afirmou o advogado José Luiz Ferreira, da Portuguesa.
Outra dúvida é o motivo por cujo o qual a gestão anterior
queria ceder o dinheiro a um terceiro. "Me parece que o Da Lupa pediu
dinheiro a essa pessoa, não pagou na época certa, e fez cessão de crédito no
caso do Luis Ricardo do jeito que entendeu, dizendo que o São Paulo podia
repassar. Mas nós não temos nenhum contrato que diz isso", continuou o
diretor do departamento jurídico da equipe rubro-verde.
A pergunta que não quer calar, por outro lado, é: Quem é
o tal do "senhor Hilário" que pede parte do pagamento? "Não
conheço esse senhor", definiu José Luiz Ferreira




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