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| Paulo Orlando (fonte: |
Em seu primeiro, Paulo Orlando
já alcançou marcas históricas para o seu país. O paulista está na final da MLB,
a World Series, que começa nesta terça-feira. Jogador do Kansas City Royals,
vice-campeão de 2014 e vencedor da final pela última vez em 1985 enfrenta
o New York Mets na decisão melhor de sete jogos.
Orlando é o primeiro
brasileiro a participar da decisão da MLB. E pode ser campeão da liga logo em
sua estreia.
"É um momento inexplicável na minha
carreira. Primeiro ano já fazendo parte do Kansas City, que está trabalhando há
alguns anos para chegar onde está. Só agradeço a Deus pela oportunidade de
estar aqui e de estar compartilhando com eles esse momento. Melhor coisa que
poderia acontecer pra um jogador é estar jogando numa World Series", disse
Orlando.
O jogador, casado e pai de uma
filha, levou a família para os Estados Unidos, algo que no começo da temporada
não era possível. O brasileiro não teve também uma infância privilegiada,
dependendo do esforço da mãe, que era empregada doméstica.
"Minha mãe era faxineira em um hospital
particular onde tinha um médico que presidia o Santo Amaro. Ele me chamou e fui
jogar. E meu pai era metalúrgico. Tive uma infância boa na maneira do possível",
afirmou o brasileiro.
No seu primeiro ano na Major League Baseball,
Paulo Orlando foi bem, mesmo sendo reserva dos Royals. O brasileiro terminou
com média de 24,9% no bastão, sete home runs e 27 corridas impulsionadas,
mostrando também sua velocidade correndo.
A MLB tem olhado com bons olhos para o
mercado brasileiro e já até admitiu que pensa em ter um jogo de pré-temporada
em terras tupiniquins na próxima década. Um jogador do país campeão da Liga
certamente ajudaria a causa.
"Com a oportunidade que a
MLB tá dando pro Brasil, vem crescendo. Estão colhendo frutos, estão saindo
muitos jogadores pras ligas menores. Ter um título brasileiro é muito
importante porque pode criar expectativa para os jovens", afirmou o
jogador.
Brincadeiras e cerveja liberada
Por ser novato, Orlando passou pelos
tradicionais trotes aplicados aos calouros na MLB.
"Vestiram a gente de prisioneiro, aí a
gente tinha que fazer o que o xerife mandava, andar em fila. No começo eu
estava aqui sozinho, o trabalho de novato também é levar a cerveja quando vai
viajar. Termina o jogo tem que levar umas duas sacolas de cerveja pro ônibus
porque os jogadores gostam de beber bastante, principalmente os
arremessadores", revelou, ressaltando que a tradição da bebida alcoólica
não é problema na MLB.
"Todo mundo já é grande. Não tem essas
coisas de concentração. Cada um cuida do seu corpo da maneira que acha que tem
que cuidar. Umas cinco ou seis não fazem diferença, ainda mais porque são
sem álcool. Eles tomam bastante vinho, uísque, depende de cada
um", completou.

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